HÓSPEDES
17,6 M
+2,5%homólogo
variação derivada dos acumulados do INE
Market Brief · HALF-YEAR BRIEF
Tourism & Hospitality Brief
Portugal, 2.º semestre de 2025: dormidas +2,0% e proveitos totais +6,8% em termos homólogos.
Semestral · Edição histórica · Publicado a · Dados revistos · Paulo Braga, Hospitality Real Estate Advisor
Idioma PT
Edição histórica, publicada a 4 de setembro de 2026, com dados do período 2.º semestre de 2025.
O semestre cresceu em valor, não em volume
Entre julho e dezembro, o alojamento turístico registou 17,6 milhões de hóspedes e 45,7 milhões de dormidas, mais 2,5% e 2,0% do que no semestre homólogo. Os proveitos totais somaram 4158,9 milhões de euros (+6,8%) e os de aposento 3215,7 milhões (+6,0%). O INE não publica variações homólogas semestrais: todas as variações deste parágrafo são derivadas dos acumulados publicados.
O semestre não teve uma trajetória única: julho foi o mês mais forte (+3,9%), setembro e novembro os mais fracos (+0,6% e +0,7%), e dezembro fechou com +3,0%.
Contra o primeiro semestre, o segundo cresceu menos em volume e menos em valor. O ano fecha com a receita a subir sem que a procura acompanhe.
Conclusão executiva
Os proveitos totais aumentaram 6,8% com as dormidas a crescerem 2,0%. O crescimento do semestre veio dos residentes (+5,0%), com os mercados externos quase estáveis (+0,6%).
Cada dormida valeu mais
17,6 M
+2,5%homólogo
variação derivada dos acumulados do INE
45,7 M
+2,0%homólogo
variação derivada dos acumulados do INE
4158,9 M EUR
+6,8%homólogo
variação derivada dos acumulados do INE
3215,7 M EUR
+6,0%homólogo
variação derivada dos acumulados do INE
Leitura: 45,7 milhões de dormidas (+2,0%) geraram 4158,9 milhões de euros de proveitos totais (+6,8%). O semestre trouxe mais receita por dormida, não mais camas ocupadas.
Seis meses feitos pelo mercado interno
14,4 M
+5,0%homólogo
variação derivada dos acumulados do INE
31,2 M
+0,6%homólogo
variação derivada dos acumulados do INE
As dormidas de residentes atingiram 14,4 milhões (+5,0%) e as de não residentes 31,2 milhões (+0,6%). Mês a mês, o crescimento oscilou sem tendência definida: +3,9% em julho, +1,3% em agosto, +0,6% em setembro, +2,2% em outubro, +0,7% em novembro e +3,0% em dezembro. Os mercados externos, que representam a maior parte das dormidas do semestre, quase não se moveram.
% · 2.º semestre de 2025, variação homóloga
O Alentejo à frente, os Açores atrás
% · 2.º semestre de 2025, variação homóloga derivada dos valores mensais do INE
No conjunto do semestre, o Alentejo cresceu 6,7% em dormidas, seguido da RA Madeira (+3,4%), da Península de Setúbal (+3,3%) e do Norte (+3,2%). A Grande Lisboa ficou em +1,6%, o Algarve em +0,5% e o Centro em +0,1%. A RA Açores foi a única região com menos dormidas do que um ano antes (-0,3%).
A ocupação desceu nos seis meses
Portugal, estabelecimentos de alojamento turístico.
4158,9 M EUR
+6,8%homólogo
variação derivada dos acumulados do INE
3215,7 M EUR
+6,0%homólogo
variação derivada dos acumulados do INE
Os proveitos totais do semestre foram 4158,9 milhões de euros (+6,8%) e os de aposento 3215,7 milhões (+6,0%). O INE não publica RevPAR, ADR nem taxas de ocupação semestrais; nas divulgações mensais, a taxa líquida de ocupação-cama desceu em termos homólogos nos seis meses do semestre e, em novembro, o RevPAR e o ADR também desceram, a segunda vez em 2025 depois de março. A receita cresceu, portanto, sem ajuda da utilização da capacidade.
Mais receita por dormida, menos camas ocupadas
Facto
Dormidas +2,0%, proveitos totais +6,8%, residentes +5,0% e não residentes +0,6%.
Interpretação
O semestre confirmou uma mudança de composição: o crescimento passou para o mercado interno, enquanto os mercados externos, que valem 31,2 milhões de dormidas, ficaram estáveis. A receita subiu porque cada noite vendida rendeu mais, e não porque houvesse mais noites vendidas.
Implicação
O exercício de 2026 é testar até onde a receita por noite pode subir sem ocupação a acompanhar, e que parte do plano de negócios assenta em mercados externos que cresceram 0,6% num semestre inteiro. A dispersão regional, do Alentejo à RA Açores, aconselha decisões ao nível do ativo e não da média do país.
Três sinais a acompanhar no 1.º semestre de 2026
INE, Atividade Turística - Estatísticas Rápidas, dezembro de 2025, divulgadas em 30 de janeiro de 2026. Acumulado do ano de 2025.
Dados revistos
Níveis do 2.º semestre obtidos por diferença entre o acumulado do ano publicado pelo INE em 30 de janeiro de 2026 e o acumulado do 1.º semestre publicado em 31 de julho de 2025. As variações homólogas não são publicadas pelo INE para o semestre: são derivadas das taxas de crescimento acumuladas publicadas, calculando o período homólogo como ano de 2024 = valor de 2025 dividido por (1 + taxa do ano) menos 1.º semestre de 2024 = valor do 1.º semestre de 2025 dividido por (1 + taxa do semestre). Variação regional agregada a partir dos valores mensais publicados pelo INE. O INE não publica RevPAR, ADR nem taxas de ocupação semestrais.