HÓSPEDES
15,1 M
+2,1%homólogo
Market Brief · HALF-YEAR BRIEF
Tourism & Hospitality Brief
Portugal, 1.º semestre de 2026: dormidas +1,3% e proveitos totais +5,4% em termos homólogos.
Semestral · Edição histórica · Publicado a · Dados provisórios · Paulo Braga, Hospitality Real Estate Advisor
Idioma PT
Edição histórica, publicada a 4 de setembro de 2026, com dados do período 1.º semestre de 2026.
Seis meses de crescimento cada vez mais fino
O primeiro semestre de 2026 fechou com 15,1 milhões de hóspedes (+2,1%) e 36,8 milhões de dormidas (+1,3%). As dormidas de não residentes caíram 0,6% em junho, invertendo a trajetória dos oito meses anteriores.
Vários meses foram assinalados com efeitos de calendário, do Carnaval à Páscoa, e janeiro e fevereiro com o impacto de fenómenos meteorológicos intensos e anómalos. Os proveitos totais somaram 3148,3 milhões de euros (+5,4%) e os de aposento 2371,1 milhões (+4,8%), muito acima do que se moveu em volume.
O semestre divide-se em dois trimestres quase iguais: janeiro +2,0%, fevereiro +0,7% e março +1,1% nas dormidas; abril +0,4%, maio +2,5% e junho +0,7%. O 2.º trimestre não corrigiu o 1.º. A receita subiu, a procura externa perdeu força e a ocupação esteve abaixo do ano anterior em todos os meses.
Conclusão executiva
O semestre não tem manchete própria do INE: tem seis mensais, de um janeiro de crescimento em abrandamento a um junho de dormidas de não residentes em queda. No conjunto, 36,8 milhões de dormidas (+1,3%) e 3148,3 milhões de euros de proveitos totais (+5,4%).
Seis meses de receita sem volume
15,1 M
+2,1%homólogo
36,8 M
+1,3%homólogo
3148,3 M EUR
+5,4%homólogo
2371,1 M EUR
+4,8%homólogo
Leitura: 36,8 milhões de dormidas (+1,3%) sustentaram 3148,3 milhões de euros de proveitos totais (+5,4%). Os proveitos de aposento subiram 4,8%, menos do que o total, ou seja, a receita adicional não veio apenas do quarto.
Seis meses sem um único mês forte
10,9 M
+2,4%homólogo
26,0 M
+0,8%homólogo
As dormidas de residentes atingiram 10,9 milhões (+2,4%) e as de não residentes 26,0 milhões (+0,8%). Nenhum mês do semestre passou de 2,5% e três ficaram abaixo de 1,0%. Em junho, as dormidas de não residentes diminuíram 0,6%, o primeiro decréscimo desde setembro de 2025, enquanto as de residentes ainda aumentaram 3,8%.
% · 1.º semestre de 2026, variação homóloga
Norte e Alentejo carregaram o semestre
% · 1.º semestre de 2026, variação homóloga derivada dos valores mensais do INE
O Norte e o Alentejo cresceram 5,8% cada um, os maiores aumentos do semestre. Seguiram-se a Grande Lisboa (+2,0%) e o Algarve (+1,4%). Cinco das nove regiões terminaram o semestre com menos dormidas: Península de Setúbal (-1,5%), RA Madeira (-1,6%), RA Açores (-2,3%), Centro (-2,6%) e Oeste e Vale do Tejo (-4,9%). O crescimento nacional de 1,3% resulta de um país dividido, não de uma subida generalizada.
A receita cresceu fora do aposento
Portugal, estabelecimentos de alojamento turístico.
3148,3 M EUR
+5,4%homólogo
2371,1 M EUR
+4,8%homólogo
Os proveitos totais atingiram 3148,3 milhões de euros (+5,4%) e os de aposento 2371,1 milhões (+4,8%). O INE não publica RevPAR, ADR nem taxas de ocupação semestrais; nas divulgações mensais, a taxa líquida de ocupação-cama ficou abaixo do ano anterior em todos os meses de janeiro a junho de 2026. Com as dormidas a subirem 1,3%, o aumento dos proveitos veio do preço e da receita gerada fora do aposento, não de mais camas ocupadas.
Um semestre que valeu mais e encheu menos
Facto
Dormidas +1,3%, proveitos totais +5,4%, proveitos de aposento +4,8%, residentes +2,4% e não residentes +0,8%.
Interpretação
Seis meses seguidos de ocupação abaixo do ano anterior com proveitos a subir descrevem um mercado que defende a receita pelo preço. A base de procura estreitou-se: cinco regiões ficaram com menos dormidas e o mercado externo, que é o maior, praticamente parou. O risco deixou de estar no volume nacional e passou a estar no mix, por região e por segmento.
Implicação
O segundo semestre deve ser lido ao nível do ativo. Importa perguntar quanto do aumento de preço a procura ainda aceita, que parte da receita já não vem do aposento, e se a exposição está do lado do Norte e do Alentejo ou do lado das cinco regiões que encolheram. A média nacional de +1,3% não descreve nenhum destes casos.
Três sinais a acompanhar no segundo semestre de 2026
INE, Atividade Turística - Estatísticas Rápidas, junho de 2026, divulgadas em 31 de julho de 2026. Acumulado janeiro-junho.
Dados provisórios
Níveis e variações homólogas do acumulado janeiro-junho publicado pelo INE em 31 de julho de 2026; hóspedes e dormidas de residentes e não residentes do parágrafo do 1.º semestre da divulgação trimestral de 14 de agosto de 2026. Variação regional agregada a partir dos valores mensais publicados pelo INE, uma vez que o INE não publica quadro regional semestral. O INE não publica RevPAR, ADR nem taxas de ocupação semestrais.