HÓSPEDES
3,1 M
+0,8%homólogo
variação revista
Market Brief · MONTHLY BRIEF
Tourism & Hospitality Brief
Portugal, junho de 2026: dormidas +0,7% e proveitos totais +4,9% em termos homólogos.
Mensal · Edição histórica · Publicado a · Dados revistos · Paulo Braga, Hospitality Real Estate Advisor
Idioma PT
Edição histórica, publicada a 4 de setembro de 2026, com dados do período junho de 2026.
Os não residentes inverteram oito meses de crescimento
O alojamento turístico registou 3,1 milhões de hóspedes (+0,8%) e 8,1 milhões de dormidas (+0,7%), enquanto as dormidas de não residentes diminuíram 0,5%, para 5,7 milhões.
Os proveitos totais chegaram a 786,6 milhões de euros (+4,9%) e os de aposento a 609,3 milhões (+4,8%); o ADR subiu 2,9%, para 140,8 euros, mas o RevPAR avançou apenas 1,2%, para 90,5 euros, com a taxa líquida de ocupação-cama em 53,6%, menos 1,4 p.p.
A receita continuou a crescer, o volume praticamente parou e a base da procura estreitou-se: para quem detém ativos, a questão passa a ser de onde vem cada noite vendida.
Receita a subir, volume parado
3,1 M
+0,8%homólogo
variação revista
8,1 M
+0,7%homólogo
786,6 M EUR
+4,9%homólogo
variação revista
609,3 M EUR
+4,8%homólogo
variação revista
90,5 EUR
+1,2%homólogo
variação revista
53,6%
-1,4 p.p.homólogo
Leitura: os proveitos totais cresceram 4,9% e as dormidas 0,7%. Com a taxa líquida de ocupação-cama a perder 1,4 p.p., o ganho de valor assentou no preço.
Residentes a abrandar, não residentes a cair
2,5 M
+3,7%homólogo
variação revista
5,7 M
-0,5%homólogo
variação revista
As dormidas de residentes aumentaram 3,7%, para 2,5 milhões, abrandando face aos 6,7% de maio. As de não residentes diminuíram 0,5%, para 5,7 milhões. Entre os principais mercados emissores, o Canadá (+4,0%), os Estados Unidos (+2,8%) e o Reino Unido (+1,9%) avançaram, enquanto a Alemanha (-4,9%) e a França (-7,9%) recuaram.
% · Junho de 2026, variação homóloga
O Norte cresceu, o Algarve passou a terreno negativo
% · Junho de 2026, variação homóloga
Os maiores aumentos de dormidas ocorreram no Norte (+4,8%), na Grande Lisboa (+2,3%) e no Alentejo (+2,1%). O Oeste e Vale do Tejo (-6,6%) e a RA Madeira (-3,3%) tiveram os maiores decréscimos. Na Grande Lisboa, o avanço foi feito por residentes (+11,3%), com os não residentes quase parados (+0,5%).
O preço compensou a ocupação perdida
Portugal, estabelecimentos de alojamento turístico.
140,8 EUR
+2,9%homólogo
variação revista
90,5 EUR
+1,2%homólogo
variação revista
53,6%
-1,4 p.p.homólogo
64,3%
-1,1 p.p.homólogo
786,6 M EUR
+4,9%homólogo
variação revista
609,3 M EUR
+4,8%homólogo
variação revista
O ADR fixou-se em 140,8 euros (+2,9%) e o RevPAR em 90,5 euros (+1,2%). A taxa líquida de ocupação-cama desceu para 53,6%, menos 1,4 p.p., e a de ocupação-quarto para 64,3%, menos 1,1 p.p. Com os proveitos totais a crescerem 4,9% e o RevPAR apenas 1,2%, o acréscimo de receita não veio de camas mais ocupadas.
A base da procura estreitou-se
Facto
Dormidas +0,7%, dormidas de não residentes -0,5%, proveitos totais +4,9%, RevPAR +1,2% e taxa líquida de ocupação-cama -1,4 p.p.
Interpretação
Com os não residentes em queda, o volume ficou dependente de um mercado interno que também abrandou. O RevPAR ainda subiu 1,2%: o ADR (+2,9%) cobriu os 1,4 p.p. de ocupação-cama perdidos, mas com pouca folga.
Implicação
Para investidores e proprietários, junho obriga a testar a exposição a mercados externos ativo a ativo: França e Alemanha retiraram procura, o Algarve e a RA Madeira ficaram negativos, e o Norte e a Grande Lisboa cresceram com residentes. Os pressupostos de ocupação dos planos de negócio devem ser revistos em baixa.
Três sinais a acompanhar em julho
INE, Atividade Turística - Estatísticas Rápidas, junho de 2026, divulgadas em 31 de julho de 2026.
Dados revistos
Níveis da estatística rápida do INE de 31 de julho de 2026; variações homólogas revistas na divulgação de 31 de agosto de 2026.