HÓSPEDES
3,3 M
+3,7%homólogo
variação revista
Market Brief · MONTHLY BRIEF
Tourism & Hospitality Brief
Portugal, maio de 2026: dormidas +2,5% e proveitos totais +5,7% em termos homólogos.
Mensal · Edição histórica · Publicado a · Dados revistos · Paulo Braga, Hospitality Real Estate Advisor
Idioma PT
Edição histórica, publicada a 4 de setembro de 2026, com dados do período maio de 2026.
Maio devolveu o mercado interno ao crescimento
O alojamento turístico registou 3,3 milhões de hóspedes e 8,0 milhões de dormidas, mais 3,7% e 2,5% do que em maio de 2025, com o INE a rever em baixa ambas as variações na divulgação do mês seguinte.
Os proveitos totais atingiram 755,7 milhões de euros (+5,7%) e os proveitos de aposento 575,1 milhões (+4,9%), mas o RevPAR ficou em 84,0 euros, apenas mais 0,6%, porque a taxa líquida de ocupação-cama desceu 0,7 p.p., para 52,2%.
A média nacional esconde a quebra de 11,3% do mercado francês. Para quem detém ativos, o mês distingue-se pela origem da procura, não pelo total.
Conclusão executiva
O mês foi ganho pela procura interna: dormidas de residentes +6,7%, contra +1,1% dos não residentes. Os proveitos totais cresceram 5,7% e a taxa líquida de ocupação-cama perdeu 0,7 p.p.
Proveitos acima do volume, ocupação em queda
3,3 M
+3,7%homólogo
variação revista
8,0 M
+2,5%homólogo
variação revista
755,7 M EUR
+5,7%homólogo
variação revista
575,1 M EUR
+4,9%homólogo
variação revista
84,0 EUR
+0,6%homólogo
variação revista
52,2%
-0,7 p.p.homólogo
variação revista
Leitura: os proveitos totais cresceram 5,7% e as dormidas 2,5%; a taxa líquida de ocupação-cama perdeu 0,7 p.p. O ganho veio do preço médio, não de mais camas ocupadas.
Os residentes recuperaram; os não residentes ficaram em +1,1%
2,1 M
+6,7%homólogo
variação revista
5,9 M
+1,1%homólogo
As dormidas de residentes aumentaram 6,7%, para 2,1 milhões, depois de terem descido 1,2% em abril; as de não residentes cresceram 1,1%, para 5,9 milhões. Entre os mercados destacados, o Brasil (+9,3%) e a Alemanha (+8,6%) tiveram os maiores aumentos, os Estados Unidos subiram 5,2% e o Reino Unido cedeu 1,1%. A França foi a maior quebra desse conjunto, -11,3%.
% · Maio de 2026, variação homóloga
O Algarve pesou 26,3%; o Alentejo cresceu mais
% · Maio de 2026, variação homóloga
O Algarve (26,3%), a Grande Lisboa (23,6%) e o Norte (19,1%) concentraram 69,0% do total de dormidas. O Alentejo (+10,0%) e o Norte (+6,7%) cresceram acima da média nacional; o Centro (-0,6%), o Oeste e Vale do Tejo (-1,5%) e a RA Madeira (-2,2%) ficaram em terreno negativo. Todas as regiões aumentaram proveitos, com os maiores ganhos no Alentejo: +22,9% nos proveitos totais e +21,8% nos de aposento.
A receita subiu com menos ocupação
Portugal, estabelecimentos de alojamento turístico.
130,9 EUR
+2,4%homólogo
84,0 EUR
+0,6%homólogo
variação revista
52,2%
-0,7 p.p.homólogo
variação revista
64,1%
-1,1 p.p.homólogo
755,7 M EUR
+5,7%homólogo
variação revista
575,1 M EUR
+4,9%homólogo
variação revista
O ADR chegou a 130,9 euros (+2,4%) e o RevPAR a 84,0 euros (+0,6%). A diferença está na ocupação: 52,2% na taxa líquida de ocupação-cama, menos 0,7 p.p., e 64,1% na de ocupação-quarto, menos 1,1 p.p. O crescimento de 5,7% dos proveitos totais reflete o preço: com o RevPAR em +0,6%, o acréscimo não veio de uma utilização mais intensa das camas.
O total subiu; a receita por quarto disponível não
Facto
Dormidas +2,5%, proveitos totais +5,7%, RevPAR +0,6% e taxa líquida de ocupação-cama -0,7 p.p.
Interpretação
O aumento dos proveitos veio do preço, enquanto o RevPAR ficou praticamente parado. Não é poder de fixação de preços generalizado: cada quarto disponível rendeu quase o mesmo que um ano antes.
Implicação
Para quem detém ou financia ativos, a pergunta de maio é a produtividade por cama e por quarto, e não o total faturado. Ativos expostos ao mercado francês e ao britânico precisam de um plano de substituição de procura; o Alentejo e o Norte mostram onde volume e receita ainda crescem em conjunto.
Três sinais a acompanhar em junho
INE, Atividade Turística - Estatísticas Rápidas, maio de 2026, divulgadas em 30 de junho de 2026.
Dados revistos
Níveis da estatística rápida do INE de 30 de junho de 2026; variações homólogas revistas na divulgação de 31 de julho de 2026.