HÓSPEDES
3,4 M
+1,0%homólogo
Market Brief · MONTHLY BRIEF
Tourism & Hospitality Brief
Procura resiliente, crescimento da receita e um mercado cada vez mais desigual entre regiões.
Mensal · Publicado a · Dados provisórios · Paulo Braga, Hospitality Real Estate Advisor
Idioma PT
Julho confirmou a resiliência da procura
O alojamento turístico registou 3,4 milhões de hóspedes e 9,6 milhões de dormidas. Os proveitos totais atingiram 923,7 milhões de euros e os proveitos de aposento 734,4 milhões de euros.
A procura interna voltou a ser o principal motor. As dormidas de residentes aumentaram 5,1%, enquanto as dormidas de não residentes cresceram 0,7%, regressando a terreno positivo após a redução de junho.
A leitura nacional permanece favorável, mas a dispersão regional e operacional exige uma análise ao nível do ativo, do mercado emissor e da microlocalização.
Conclusão executiva
Os proveitos cresceram acima das dormidas, apoiados pelo preço. A descida da ocupação e o desempenho mais fraco da Grande Lisboa mostram, contudo, que a evolução é cada vez mais seletiva por região e ativo.
O preço sustentou o crescimento dos proveitos
3,4 M
+1,0%homólogo
9,6 M
+2,1%homólogo
923,7 M EUR
+4,9%homólogo
154,9 EUR
+3,2%homólogo
104,3 EUR
+1,8%homólogo
67,3%
-0,9 p.p.homólogo
Taxa líquida de ocupação-cama: 59,9%, -0,5 p.p.
Leitura: o crescimento dos proveitos continuou a superar o crescimento das dormidas. A taxa de ocupação recuou, indicando maior dependência do preço do que de uma utilização mais intensa da capacidade.
A procura interna liderou; a internacional recuperou modestamente
3,1 M
+5,1%homólogo
6,6 M
+0,7%homólogo
74,0%
quota das dormidas externas
O Reino Unido manteve a liderança, com 18,4% das dormidas de não residentes e um crescimento de 3,0%. A Polónia registou o maior aumento entre os dez principais mercados (+10,8%), enquanto França apresentou a maior quebra (-5,9%).
As dormidas do mercado emissor norte-americano diminuíram 3,1%, com impacto mais visível na Grande Lisboa e no Algarve.
% · Julho de 2026, variação homóloga
Alentejo e Norte lideraram o crescimento
% · Julho de 2026, variação homóloga
Algarve, Grande Lisboa e Norte concentraram 68,4% das dormidas nacionais. O Algarve liderou os proveitos totais e de aposento, com quotas próximas de 35%.
A Grande Lisboa divergiu da média nacional
Grande Lisboa
+0,4%
Grande Lisboa
74,1%
-4,3 p.p.homólogo
154,6 EUR
-2,0%homólogo
114,5 EUR
-7,3%homólogo
196,3 M EUR
-2,0%homólogo
Apesar do ligeiro crescimento das dormidas, a redução simultânea da ocupação, ADR, RevPAR e proveitos aponta para pressão operacional específica na região. A média nacional não representa de forma adequada esta realidade.
Uma leitura positiva, mas seletiva
Facto
A procura e os proveitos nacionais permanecem resilientes, mas o crescimento não beneficia todos os mercados e ativos da mesma forma.
Interpretação
A análise regional e de microlocalização está a tornar-se mais relevante do que a média nacional. A divergência da Grande Lisboa demonstra que crescimento turístico e desempenho do ativo não são equivalentes.
Implicação
Para investidores e proprietários, a prioridade deve ser a qualidade da receita ao nível do ativo: composição dos mercados, poder de fixação de preços, eficiência operacional e capacidade de preservar a ocupação sem recorrer a descontos. A decisão de investimento deve, por isso, testar a origem da procura, a elasticidade do preço, a estrutura de custos e a capacidade de cada ativo capturar receita sustentável.
Três sinais a acompanhar em agosto
INE, Atividade Turística - Estatísticas Rápidas, julho de 2026, divulgadas em 31 de agosto de 2026.
Dados provisórios
Estimativas rápidas do INE, sujeitas a revisão. Todas as variações são homólogas, exceto quando indicado. A ocupação-quarto é apresentada em valor líquido e a sua variação em pontos percentuais.