Market Brief · MONTHLY BRIEF

Tourism & Hospitality Brief

Portugal | Março 2026

Portugal, março de 2026: dormidas +1,1% e proveitos totais +6,1% em termos homólogos.

Mensal · Edição histórica · Publicado a · Dados revistos · Paulo Braga, Hospitality Real Estate Advisor

Idioma PT

Edição histórica, publicada a 4 de setembro de 2026, com dados do período março de 2026.

RESUMO EXECUTIVO

Os não residentes seguraram março; os residentes recuaram

O INE titulou o mês com os não residentes a impulsionarem a atividade turística. As dormidas chegaram a 5,6 milhões (+1,1%) e os hóspedes a 2,3 milhões (+0,8%), num mês influenciado pela estrutura móvel do calendário, com os períodos de Carnaval e da Páscoa.

Os proveitos totais somaram 432,9 milhões de euros (+6,1%) e os de aposento 319,2 milhões (+5,6%), com o ADR em 98,6 euros (+2,7%), o RevPAR em 49,7 euros (+1,8%) e a taxa líquida de ocupação-cama em 39,5%, menos 0,7 p.p.

Quem opera camas vendeu-as mais caras e encheu-as menos.

INDICADORES-CHAVE

Receita em alta, ocupação em baixa

HÓSPEDES

2,3 M

+0,8%homólogo

variação revista

DORMIDAS

5,6 M

+1,1%homólogo

variação revista

PROVEITOS TOTAIS

432,9 M EUR

+6,1%homólogo

variação revista

PROVEITOS DE APOSENTO

319,2 M EUR

+5,6%homólogo

variação revista

REVPAR

49,7 EUR

+1,8%homólogo

variação revista

TAXA LÍQUIDA DE OCUPAÇÃO-CAMA

39,5%

-0,7 p.p.homólogo

variação revista

Leitura: os proveitos totais avançaram 6,1% e as dormidas 1,1%. Com a ocupação-cama a perder 0,7 p.p. e a de quarto 0,5 p.p., a receita adicional veio do ADR (+2,7%) e da troca de residentes por não residentes.

PROCURA

Todo o crescimento veio do mercado externo

DORMIDAS DE RESIDENTES

1,6 M

-3,1%homólogo

variação revista

DORMIDAS DE NÃO RESIDENTES

4,0 M

+2,9%homólogo

As dormidas de não residentes aumentaram 2,9%, para 4,0 milhões, enquanto as de residentes ficaram em 1,6 milhões, menos 3,1%. Entre os mercados destacados, a Irlanda (+16,2%) e a Espanha (+14,0%) cresceram mais, à frente da Alemanha (+9,2%), dos Estados Unidos (+5,1%) e do Reino Unido (+2,2%); só o Brasil desceu, 7,0%.

Variação das dormidas por mercado emissor

% · Março de 2026, variação homóloga

Fonte: INE, Atividade Turística - Estatísticas Rápidas, março de 2026.

REGIÕES

Norte e Alentejo lideraram; o Oeste e Vale do Tejo caiu 15,7%

Variação das dormidas por região

% · Março de 2026, variação homóloga

Fonte: INE, Atividade Turística - Estatísticas Rápidas, março de 2026.

Os maiores aumentos das dormidas registaram-se no Norte (+8,5%) e no Alentejo (+7,2%), ambos puxados pelos não residentes (+12,0% e +13,5%). O Algarve subiu 3,9% e a Grande Lisboa 1,0%, esta com os residentes a perderem 2,6%. Em sentido contrário, o Oeste e Vale do Tejo (-15,7%) e o Centro (-8,1%) tiveram os decréscimos mais acentuados.

DESEMPENHO OPERACIONAL

A receita cresceu no preço e fora do quarto

Portugal, estabelecimentos de alojamento turístico.

ADR

98,6 EUR

+2,7%homólogo

variação revista

REVPAR

49,7 EUR

+1,8%homólogo

variação revista

TAXA LÍQUIDA DE OCUPAÇÃO-CAMA

39,5%

-0,7 p.p.homólogo

variação revista

TAXA LÍQUIDA DE OCUPAÇÃO-QUARTO

50,5%

-0,5 p.p.homólogo

PROVEITOS TOTAIS

432,9 M EUR

+6,1%homólogo

variação revista

PROVEITOS DE APOSENTO

319,2 M EUR

+5,6%homólogo

variação revista

O ADR chegou a 98,6 euros (+2,7%) e o RevPAR a 49,7 euros (+1,8%). A taxa líquida de ocupação-cama ficou em 39,5%, menos 0,7 p.p., e a taxa líquida de ocupação-quarto em 50,5%, menos 0,5 p.p. Os proveitos totais (432,9 milhões de euros, +6,1%) cresceram acima dos de aposento (319,2 milhões, +5,6%): a receita fora do quarto pesou mais. Com as duas taxas de ocupação em queda, o acréscimo veio do preço e não de encher melhor as camas.

PERSPETIVA IMOBILIÁRIA

Tourism & Hospitality Real Estate Lens

Crescimento comprado ao mercado externo

Facto

Não residentes +2,9%, residentes -3,1%, proveitos totais +6,1%, ADR +2,7% e RevPAR +1,8%, com a ocupação-cama a perder 0,7 p.p.

Interpretação

A receita por quarto disponível ainda sobe, mas a base interna encolheu e o mês teve dois feriados móveis. O desempenho do ativo passou a depender de mercados emissores que mudam de destino de um ano para o outro.

Implicação

Importa separar efeito calendário e efeito mercado antes de projetar o resto do ano. Em ativos que vivem do residente, convém rever a previsão de abril; em ativos com clientela irlandesa, espanhola e alemã, a pergunta é a que preço essa procura volta.

PERSPETIVA FUTURA

Três sinais a acompanhar em abril

  1. Se as dormidas de residentes voltam a crescer depois de -3,1%.
  2. A parte da Páscoa que cai em abril e o que sobra da base de março.
  3. Se o Oeste e Vale do Tejo recupera de uma quebra de 15,7%.

FONTES

Fonte primária

INE, Atividade Turística - Estatísticas Rápidas, março de 2026, divulgadas em 30 de abril de 2026.

Fontes complementares
  • INE, Atividade Turística - Estatísticas Rápidas, abril de 2026, divulgadas em 29 de maio de 2026. Variações homólogas revistas para o mês anterior.
Data de divulgação

Estado dos dados

Dados revistos

Notas

Níveis da estatística rápida do INE de 30 de abril de 2026; variações homólogas revistas na divulgação de 29 de maio de 2026.