Market Brief · MONTHLY BRIEF

Tourism & Hospitality Brief

Portugal | Janeiro 2026

Portugal, janeiro de 2026: dormidas +2,0% e proveitos totais +5,4% em termos homólogos.

Mensal · Edição histórica · Publicado a · Dados revistos · Paulo Braga, Hospitality Real Estate Advisor

Idioma PT

Edição histórica, publicada a 4 de setembro de 2026, com dados do período janeiro de 2026.

RESUMO EXECUTIVO

Janeiro cresceu menos e com a ocupação a descer

O INE resumiu o mês como manutenção do crescimento, embora com abrandamento. O alojamento turístico registou 1,7 milhões de hóspedes (+3,7%) e 3,7 milhões de dormidas (+2,0%), com 276,8 milhões de euros de proveitos totais e 199,5 milhões de proveitos de aposento, ambos +5,4%.

O RevPAR fixou-se em 33,8 euros (+1,6%) e o ADR em 92,1 euros (+2,7%), enquanto a taxa líquida de ocupação-cama desceu para 28,6%, menos 0,3 p.p.

Fica uma ressalva: o INE assinalou que os resultados preliminares de janeiro podem ser alvo de revisões de maior magnitude do que é habitual, pelo impacto dos fenómenos meteorológicos intensos e anómalos de janeiro e fevereiro nas taxas de resposta aos inquéritos.

Conclusão executiva

O crescimento continuou, mais lento e assente no preço: o ADR subiu 2,7%, o RevPAR 1,6% e a ocupação-cama desceu 0,3 p.p.

INDICADORES-CHAVE

Proveitos a 5,4%, dormidas a 2,0%

HÓSPEDES

1,7 M

+3,7%homólogo

variação revista

DORMIDAS

3,7 M

+2,0%homólogo

PROVEITOS TOTAIS

276,8 M EUR

+5,4%homólogo

variação revista

PROVEITOS DE APOSENTO

199,5 M EUR

+5,4%homólogo

variação revista

REVPAR

33,8 EUR

+1,6%homólogo

variação revista

TAXA LÍQUIDA DE OCUPAÇÃO-CAMA

28,6%

-0,3 p.p.homólogo

variação revista

Leitura: os proveitos aumentaram 5,4% com as dormidas a crescerem 2,0%, e o RevPAR subiu 1,6% apesar da ocupação-cama em 28,6%, menos 0,3 p.p. O preço explica a distância entre valor e volume.

PROCURA

O mercado interno abrandou, o externo quase parou

DORMIDAS DE RESIDENTES

1,3 M

+4,2%homólogo

variação revista

DORMIDAS DE NÃO RESIDENTES

2,4 M

+0,8%homólogo

variação revista

As dormidas de residentes atingiram 1,3 milhões, com um aumento revisto de 4,2% (a primeira estimativa era +4,7%, depois de +6,0% em dezembro). As de não residentes somaram 2,4 milhões, mais 0,8% (após +1,2% em dezembro). Nos mercados emissores, o Canadá cresceu 12,5% e o Brasil 8,2%, enquanto o Reino Unido recuou 3,6% e a França 8,3%.

Variação das dormidas por mercado emissor

% · Janeiro de 2026, variação homóloga

Fonte: INE, Atividade Turística - Estatísticas Rápidas, janeiro de 2026.

REGIÕES

Norte e Centro cresceram; o Algarve e as ilhas não

Variação das dormidas por região

% · Janeiro de 2026, variação homóloga

Fonte: INE, Atividade Turística - Estatísticas Rápidas, janeiro de 2026.

O Norte (+8,2%) e o Centro (+5,6%) lideraram os aumentos das dormidas; a Grande Lisboa somou 5,0%. Em sentido inverso, a RA Açores (-5,8%), o Algarve (-4,7%) e a RA Madeira (-3,0%) tiveram os decréscimos mais acentuados, e a Península de Setúbal ficou em -2,7%. O contraste separou as regiões urbanas do Norte e do Centro das regiões de sol e mar e das ilhas.

DESEMPENHO OPERACIONAL

O ADR sustentou o RevPAR

Portugal, estabelecimentos de alojamento turístico.

ADR

92,1 EUR

+2,7%homólogo

variação revista

REVPAR

33,8 EUR

+1,6%homólogo

variação revista

TAXA LÍQUIDA DE OCUPAÇÃO-CAMA

28,6%

-0,3 p.p.homólogo

variação revista

TAXA LÍQUIDA DE OCUPAÇÃO-QUARTO

36,6%

-0,4 p.p.homólogo

variação revista

PROVEITOS TOTAIS

276,8 M EUR

+5,4%homólogo

variação revista

PROVEITOS DE APOSENTO

199,5 M EUR

+5,4%homólogo

variação revista

O ADR subiu 2,7%, para 92,1 euros, e o RevPAR 1,6%, para 33,8 euros. A taxa líquida de ocupação-cama ficou em 28,6%, menos 0,3 p.p., e a de ocupação-quarto em 36,6%, menos 0,4 p.p. Com os proveitos totais e de aposento a subirem 5,4%, a receita adicional veio do preço; a utilização das camas continuou a ceder.

PERSPETIVA IMOBILIÁRIA

Tourism & Hospitality Real Estate Lens

Crescimento mais lento e ainda por confirmar

Facto

Dormidas +2,0%, proveitos totais +5,4%, ADR +2,7%, RevPAR +1,6% e ocupação-cama 28,6%, menos 0,3 p.p.

Interpretação

O RevPAR avança, mas apenas porque o ADR sobe mais do que a ocupação cede. É uma margem estreita, e o mês entra nas contas com uma ressalva: o próprio INE avisa que as revisões podem ser maiores do que é habitual, por causa do tempo anómalo de janeiro e fevereiro.

Implicação

Quem estiver a fechar uma avaliação com dados de janeiro deve tratá-los como provisórios e voltar a eles na divulgação seguinte. Nas regiões, a exposição ao Algarve e às ilhas exige um desconto explícito face à média nacional; nas cidades do Norte e do Centro, o aumento das dormidas ainda não é prova de rendimento.

PERSPETIVA FUTURA

Três sinais a acompanhar em fevereiro

  1. A dimensão da revisão de janeiro na divulgação seguinte.
  2. Se o Algarve e as ilhas regressam ao crescimento.
  3. Até onde o ADR consegue compensar uma ocupação-cama em queda.

FONTES

Fonte primária

INE, Atividade Turística - Estatísticas Rápidas, janeiro de 2026, divulgadas em 27 de fevereiro de 2026.

Fontes complementares
  • INE, Atividade Turística - Estatísticas Rápidas, fevereiro de 2026, divulgadas em 31 de março de 2026. Variações homólogas revistas para o mês anterior.
Data de divulgação

Estado dos dados

Dados revistos

Notas

Níveis da estatística rápida do INE de 27 de fevereiro de 2026; variações homólogas revistas na divulgação de 31 de março de 2026.