Market Brief · QUARTERLY BRIEF

Tourism & Hospitality Brief

Portugal | Q4 2025

Portugal, 4.º trimestre de 2025: dormidas +1,9% e proveitos totais +5,5% em termos homólogos.

Trimestral · Edição histórica · Publicado a · Dados revistos · Paulo Braga, Hospitality Real Estate Advisor

Idioma PT

Edição histórica, publicada a 4 de setembro de 2026, com dados do período 4.º trimestre de 2025.

RESUMO EXECUTIVO

O trimestre fechou o ano a crescer devagar

O alojamento turístico registou 7,2 milhões de hóspedes (+2,9%) e 17,1 milhões de dormidas (+1,9%). Os mercados externos mantiveram-se dominantes, mas o INE assinala que este foi o quinto trimestre consecutivo com redução do seu peso: 11,8 milhões de dormidas (+0,9%) contra 5,3 milhões de residentes (+4,2%).

Os proveitos totais chegaram a 1418,6 milhões de euros (+5,5%) e os de aposento a 1044,7 milhões (+4,5%), com o ADR a subir 2,0% e o RevPAR 1,0%. O trimestre não foi uniforme: outubro cresceu 2,2% em dormidas, novembro 0,7% e dezembro 3,0%.

Para quem detém ou financia ativos, o fecho do ano mostra uma receita cada vez mais dependente da tarifa e do mercado interno.

Conclusão executiva

Os proveitos totais cresceram 5,5% e as dormidas 1,9%, mas o RevPAR avançou apenas 1,0%: o rendimento por quarto disponível quase não se moveu.

INDICADORES-CHAVE

Receita a crescer, RevPAR quase parado

HÓSPEDES

7,2 M

+2,9%homólogo

DORMIDAS

17,1 M

+1,9%homólogo

PROVEITOS TOTAIS

1418,6 M EUR

+5,5%homólogo

PROVEITOS DE APOSENTO

1044,7 M EUR

+4,5%homólogo

REVPAR

55,3 EUR

+1,0%homólogo

variação revista

ADR

109,0 EUR

+2,0%homólogo

Leitura: os proveitos totais subiram 5,5% e os de aposento 4,5%, mas o RevPAR ficou em 1,0% com o ADR em 2,0%. A distância entre tarifa e RevPAR é a ocupação que se perdeu.

PROCURA

Quinto trimestre seguido de menor peso externo

DORMIDAS DE RESIDENTES

5,3 M

+4,2%homólogo

DORMIDAS DE NÃO RESIDENTES

11,8 M

+0,9%homólogo

As dormidas de residentes aumentaram 4,2%, para 5,3 milhões, e as de não residentes 0,9%, para 11,8 milhões. A dependência dos mercados externos continua concentrada nas mesmas regiões: 84,0% das dormidas na RA Madeira, 82,1% no Algarve e 79,0% na Grande Lisboa, contra 35,6% no Alentejo e 28,0% no Centro.

Dependência dos mercados externos por região

% · 4.º trimestre de 2025, peso das dormidas de não residentes no total da região

Fonte: INE, Atividade Turística, 4.º trimestre de 2025.

REGIÕES

Só os Açores perderam dormidas

Variação das dormidas nas regiões destacadas pelo INE

% · 4.º trimestre de 2025, variação homóloga

Fonte: INE, Atividade Turística, 4.º trimestre de 2025.

Nas regiões destacadas pelo INE, o Alentejo liderou com +7,0% e o Norte seguiu com +3,8%; o Algarve (+0,8%) e o Centro (+0,7%) ficaram quase parados. A RA Açores foi a única em terreno negativo, com -3,0%.

DESEMPENHO OPERACIONAL

A ocupação travou o RevPAR

Portugal, estabelecimentos de alojamento turístico.

ADR

109,0 EUR

+2,0%homólogo

REVPAR

55,3 EUR

+1,0%homólogo

variação revista

PROVEITOS TOTAIS

1418,6 M EUR

+5,5%homólogo

PROVEITOS DE APOSENTO

1044,7 M EUR

+4,5%homólogo

O ADR do trimestre foi de 109,0 euros (+2,0%) e o RevPAR de 55,3 euros (+1,0%). Com a tarifa a subir mais do que o RevPAR, a utilização da capacidade desceu. Os proveitos totais, 1418,6 milhões de euros (+5,5%), cresceram acima dos de aposento, 1044,7 milhões (+4,5%): o quarto foi a parte mais fraca da receita. Como o INE não divulga ocupação trimestral, a leitura da utilização é indireta.

PERSPETIVA IMOBILIÁRIA

Tourism & Hospitality Real Estate Lens

O quinto trimestre a depender mais do mercado interno

Facto

Dormidas +1,9%, proveitos totais +5,5%, ADR +2,0% e RevPAR +1,0%.

Interpretação

Um RevPAR de 55,3 euros a crescer 1,0% com o ADR a 2,0% descreve um trimestre em que a receita adicional veio da tarifa e não de camas ocupadas. Não é poder de fixação de preços: é preço a compensar utilização.

Implicação

Vale a pena testar cada ativo pela origem da procura: os que dependem de mercados externos, como na RA Madeira (84,0%) ou no Algarve (82,1%), assentam num segmento que cresceu 0,9%. Num orçamento para 2026, um aumento de tarifa sem ocupação não deve ser tratado como crescimento estrutural.

PERSPETIVA FUTURA

Três sinais a acompanhar no 1.º trimestre de 2026

  1. Se o peso dos mercados externos desce um sexto trimestre.
  2. Se a RA Açores inverte o -3,0% do trimestre.
  3. Se o RevPAR se descola do ADR ou se a ocupação continua a anular o aumento de tarifa.

FONTES

Fonte primária

INE, Atividade Turística, 4.º trimestre de 2025, divulgada em 13 de fevereiro de 2026.

Fontes complementares
  • INE, Atividade Turística, 1.º trimestre de 2026, divulgada em 15 de maio de 2026. Variações homólogas revistas para o trimestre anterior.
Data de divulgação

Estado dos dados

Dados revistos

Notas

Níveis e variações homólogas da divulgação trimestral do INE de 13 de fevereiro de 2026; variações homólogas revistas na divulgação de 15 de maio de 2026. Os proveitos totais do trimestre são o valor exato em milhões de euros publicado pelo INE na divulgação trimestral de 13 de fevereiro de 2026. Os proveitos de aposento do trimestre são o valor exato em milhões de euros publicado pelo INE na divulgação trimestral de 13 de fevereiro de 2026. O INE não publica taxas de ocupação trimestrais.