HÓSPEDES
9,2 M
+4,3%homólogo
variação revista
Market Brief · QUARTERLY BRIEF
Tourism & Hospitality Brief
Portugal, 2.º trimestre de 2025: dormidas +4,2% e proveitos totais +9,4% em termos homólogos.
Trimestral · Edição histórica · Publicado a · Dados revistos · Paulo Braga, Hospitality Real Estate Advisor
Idioma PT
Edição histórica, publicada a 4 de setembro de 2026, com dados do período 2.º trimestre de 2025.
A Páscoa em abril repôs o crescimento do trimestre
O setor do alojamento turístico registou 9,2 milhões de hóspedes (+4,3%) e 23,0 milhões de dormidas (+4,2%), com os resultados influenciados pela estrutura móvel do calendário: a Páscoa ocorreu no 2.º trimestre, enquanto no ano anterior se concentrou essencialmente no 1.º trimestre.
Os proveitos totais atingiram 2039,5 milhões de euros (+9,4%) e os de aposento 1568,7 milhões (+9,8%), com o RevPAR em 80,9 euros (+7,3%) e o ADR em 127,5 euros (+5,3%). A recuperação não foi uniforme: abril fez +8,9% nas dormidas e +12,6% nos proveitos, maio +1,3% e +8,7%, junho +3,1% e +7,6%.
O INE voltou a ler o trimestre pela dependência dos mercados externos e, desta vez, a Grande Lisboa (82,9%) encabeçou a lista, à frente da RA Madeira (82,4%) e do Algarve (81,4%).
Conclusão executiva
O trimestre recuperou volume e acelerou em valor: as dormidas cresceram 4,2% e os proveitos totais 9,4%, com a Páscoa a ocorrer no 2.º trimestre, enquanto no ano anterior se concentrou essencialmente no 1.º.
Volume e valor cresceram juntos
9,2 M
+4,3%homólogo
variação revista
23,0 M
+4,2%homólogo
2039,5 M EUR
+9,4%homólogo
valor derivado dos acumulados do INE
1568,7 M EUR
+9,8%homólogo
valor derivado dos acumulados do INE
80,9 EUR
+7,3%homólogo
127,5 EUR
+5,3%homólogo
Leitura: o RevPAR (+7,3%) ficou acima do ADR (+5,3%), o que significa que o trimestre ganhou preço e utilização ao mesmo tempo. As dormidas de residentes (+7,6%) subiram mais do dobro das de não residentes (+2,9%).
Residentes a acelerar, externos em ritmo lento
6,4 M
+7,6%homólogo
16,7 M
+2,9%homólogo
As dormidas de residentes chegaram a 6,4 milhões (+7,6%) e as de não residentes a 16,7 milhões (+2,9%); os mercados externos mantiveram-se dominantes, com 72,3% do total. O que o trimestre mede não são mercados, é dependência: o contraste vai da Grande Lisboa (82,9%) ao Centro (34,6%) e ao Alentejo (36,0%). O Norte foi a região menos dependente do seu principal mercado externo (15,0%), a base de procura mais diversificada do trimestre.
% · 2.º trimestre de 2025, peso das dormidas de não residentes no total da região
Todas as regiões cresceram, a Grande Lisboa por pouco
% · 2.º trimestre de 2025, variação homóloga
O Norte (+8,7%) e o Alentejo (+8,1%) lideraram as dormidas do trimestre; a Grande Lisboa ficou-se pelo aumento mais modesto (+0,9%). Fora estas três regiões, a divulgação trimestral não associa variações homólogas às restantes.
O RevPAR cresceu acima do ADR
Portugal, estabelecimentos de alojamento turístico.
127,5 EUR
+5,3%homólogo
80,9 EUR
+7,3%homólogo
2039,5 M EUR
+9,4%homólogo
valor derivado dos acumulados do INE
1568,7 M EUR
+9,8%homólogo
valor derivado dos acumulados do INE
Os proveitos totais somaram 2039,5 milhões de euros (+9,4%) e os de aposento 1568,7 milhões (+9,8%), mais do dobro do ritmo do volume. O RevPAR atingiu 80,9 euros (+7,3%) e o ADR 127,5 euros (+5,3%): a diferença entre os dois indica que a receita por quarto disponível também beneficiou de maior ocupação, e não apenas de preço. O essencial do ganho está em abril; maio e junho cresceram menos em dormidas e em receita.
Um trimestre de preço e de ocupação
Facto
Dormidas +4,2%, proveitos totais +9,4%, RevPAR +7,3% e ADR +5,3%.
Interpretação
Quando o RevPAR sobe mais do que o ADR, o ganho não vem só da tarifa: o trimestre encheu mais quartos e vendeu-os mais caros. É a combinação que melhor sustenta avaliações, porque não depende de subir tarifas com a ocupação a descer.
Implicação
O efeito da Páscoa deve ser descontado antes de projetar: abril fez +8,9% e maio apenas +1,3%. A pergunta útil é qual dos ativos manteve preço em maio, e não qual subiu mais em abril.
Três sinais a acompanhar no 3.º trimestre
INE, Atividade Turística, 2.º trimestre de 2025, divulgada em 14 de agosto de 2025.
Dados revistos
Níveis e variações homólogas da divulgação trimestral do INE de 14 de agosto de 2025; variações homólogas revistas na divulgação de 17 de novembro de 2025. Os proveitos totais do trimestre foram obtidos por diferença entre o acumulado janeiro-junho publicado pelo INE em 31 de julho de 2025 e o valor do 1.º trimestre publicado pelo INE em 15 de maio de 2025, uma vez que a divulgação trimestral de 14 de agosto de 2025 imprime apenas um valor arredondado em mil milhões de euros. Os proveitos de aposento do trimestre foram obtidos por diferença entre o acumulado janeiro-junho publicado pelo INE em 31 de julho de 2025 e o valor do 1.º trimestre publicado pelo INE em 15 de maio de 2025, uma vez que a divulgação trimestral de 14 de agosto de 2025 imprime apenas um valor arredondado em mil milhões de euros. O INE não publica taxas de ocupação trimestrais.