HÓSPEDES
5,7 M
+2,4%homólogo
variação revista
Market Brief · QUARTERLY BRIEF
Tourism & Hospitality Brief
Portugal, 1.º trimestre de 2025: dormidas -0,4% e proveitos totais +4,6% em termos homólogos.
Trimestral · Edição histórica · Publicado a · Dados revistos · Paulo Braga, Hospitality Real Estate Advisor
Idioma PT
Edição histórica, publicada a 4 de setembro de 2026, com dados do período 1.º trimestre de 2025.
O calendário desenhou o trimestre e travou os mercados externos
Entre janeiro e março, o alojamento turístico contou 5,7 milhões de hóspedes (+2,4%) e 13,4 milhões de dormidas (-0,4%), num trimestre em que a Páscoa passou para abril depois de, no ano anterior, se ter concentrado essencialmente em março.
Os proveitos totais atingiram 956,0 milhões de euros (+4,6%) e os de aposento 699,5 milhões (+4,1%); o RevPAR ficou em 40,8 euros e o ADR em 91,6 euros, ambos com +2,8%.
A leitura para quem detém ativos é de preço e de mix, não de tráfego: as regiões que o INE destacou pela dependência dos mercados externos, RA Madeira (85,2% das dormidas regionais) e Algarve (81,2%), foram também as mais expostas ao desvio do calendário.
Conclusão executiva
Com a Páscoa em abril, o trimestre perdeu volume e ganhou receita: -0,4% nas dormidas contra +4,6% nos proveitos totais.
O valor subiu enquanto o volume cedeu
5,7 M
+2,4%homólogo
variação revista
13,4 M
-0,4%homólogo
variação revista
956,0 M EUR
+4,6%homólogo
699,5 M EUR
+4,1%homólogo
40,8 EUR
+2,8%homólogo
variação revista
91,6 EUR
+2,8%homólogo
variação revista
Leitura: os proveitos totais avançaram 4,6% com menos 0,4% de dormidas. O RevPAR (+2,8%) igualou o ADR (+2,8%): o ganho está todo na tarifa, sem contributo da ocupação.
Os residentes seguraram o trimestre; os externos recuaram
4,3 M
+3,6%homólogo
9,1 M
-2,3%homólogo
Os residentes geraram 4,3 milhões de dormidas, mais 3,6% do que um ano antes, enquanto os mercados externos ficaram em 9,1 milhões, menos 2,3%. O peso dos não residentes desceu para 67,9% do total, o valor mais baixo desde o 3.º trimestre de 2022 (65,7%). A dependência dos mercados externos separa o país: a RA Madeira (85,2%) e o Algarve (81,2%) no topo, o Centro (24,3%) e o Alentejo (31,2%) no extremo oposto.
% · 1.º trimestre de 2025, peso das dormidas de não residentes no total da região
Cinco regiões perderam dormidas no trimestre
% · 1.º trimestre de 2025, variação homóloga
A Península de Setúbal (+7,3%) e a RA Açores (+7,2%) lideraram as dormidas; o Algarve ficou no extremo oposto (-5,5%), seguido do Oeste e Vale do Tejo (-4,0%). Só as regiões nomeadas pelo INE têm variação associada. A Grande Lisboa apresentou o ADR mais elevado do trimestre, 115,6 euros.
O preço travou o abrandamento dos proveitos
Portugal, estabelecimentos de alojamento turístico.
91,6 EUR
+2,8%homólogo
variação revista
40,8 EUR
+2,8%homólogo
variação revista
956,0 M EUR
+4,6%homólogo
699,5 M EUR
+4,1%homólogo
Os proveitos totais somaram 956,0 milhões de euros (+4,6%) e os de aposento 699,5 milhões (+4,1%), abaixo dos +11,7% e +12,1% que o INE regista para o trimestre anterior. O RevPAR (40,8 euros) e o ADR (91,6 euros) subiram ambos 2,8%: com o rendimento por quarto disponível a acompanhar exatamente o preço, o trimestre não ganhou ocupação. O INE não publica taxas de ocupação trimestrais, pelo que a utilização da capacidade tem de ser lida na relação entre os dois indicadores. O trimestre também não foi de uma peça só: janeiro cresceu 6,3% em dormidas e 13,9% em proveitos totais, fevereiro caiu para -2,5% e +3,7%, e março fechou em -2,9% e +0,1%. O desvio da Páscoa está inteiro nesses dois últimos meses.
Um trimestre decidido pelo calendário
Facto
Dormidas -0,4%, proveitos totais +4,6%, RevPAR +2,8% e ADR +2,8%.
Interpretação
Um trimestre em que o RevPAR igualou o ADR não cria valor pela utilização: o rendimento por quarto disponível ficou refém do preço, sobre uma base de dormidas em ligeiro recuo.
Implicação
A exposição sazonal é o que este trimestre põe à prova: ativos cuja procura de não residentes se aproxima dos níveis da RA Madeira (85,2%) ou do Algarve (81,2%) dependem de um calendário que muda de ano para ano. Preço, calendário e mix de mercados têm de ser separados antes de extrapolar o trimestre para o resto do ano.
Três sinais a acompanhar no 2.º trimestre
INE, Atividade Turística, 1.º trimestre de 2025, divulgada em 15 de maio de 2025.
Dados revistos
Níveis e variações homólogas da divulgação trimestral do INE de 15 de maio de 2025; variações homólogas revistas na divulgação de 14 de agosto de 2025. Os proveitos totais do trimestre são o valor exato em milhões de euros publicado pelo INE na divulgação trimestral de 15 de maio de 2025. Os proveitos de aposento do trimestre são o valor exato em milhões de euros publicado pelo INE na divulgação trimestral de 15 de maio de 2025. O INE não publica taxas de ocupação trimestrais.