HÓSPEDES
9,4 M
+2,3%homólogo
Market Brief · QUARTERLY BRIEF
Tourism & Hospitality Brief
Portugal, 2.º trimestre de 2026: dormidas +1,2% e proveitos totais +5,2% em termos homólogos.
Trimestral · Edição histórica · Publicado a · Dados provisórios · Paulo Braga, Hospitality Real Estate Advisor
Idioma PT
Edição histórica, publicada a 4 de setembro de 2026, com dados do período 2.º trimestre de 2026.
O segundo trimestre travou em volume e em valor
O alojamento turístico registou 9,4 milhões de hóspedes (+2,3%) e 23,3 milhões de dormidas (+1,2%) no trimestre. O INE ressalva que a estrutura móvel do calendário, com o período da Páscoa, pode ter influenciado os resultados.
Os proveitos totais atingiram 2140,0 milhões de euros (+5,2%) e os de aposento 1636,6 milhões (+4,5%), com o ADR em 130,2 euros (+2,4%) e o RevPAR em 81,6 euros (+0,8%). Dentro do trimestre, as dormidas subiram 0,4% em abril, 2,5% em maio e 0,7% em junho: só maio teve algum fôlego.
Tudo continuou a crescer, mas todos os indicadores perderam ritmo face ao início do ano.
Conclusão executiva
As dormidas cresceram 1,2% e os proveitos totais 5,2%, com o mercado interno a gerar a maior parte do acréscimo do trimestre.
Mais receita, com menos impulso
9,4 M
+2,3%homólogo
23,3 M
+1,2%homólogo
2140,0 M EUR
+5,2%homólogo
valor derivado dos acumulados do INE
1636,6 M EUR
+4,5%homólogo
valor derivado dos acumulados do INE
81,6 EUR
+0,8%homólogo
130,2 EUR
+2,4%homólogo
Leitura: os proveitos totais subiram 5,2% e as dormidas 1,2%. O ADR ganhou 2,4% e o RevPAR apenas 0,8%. O preço continua a carregar a receita, enquanto a ocupação continua a retirar-lhe.
Os residentes aceleraram, o mercado externo estagnou
6,5 M
+3,2%homólogo
16,7 M
+0,5%homólogo
As dormidas de residentes aumentaram 3,2%, para 6,5 milhões, acelerando pela primeira vez desde o 2.º trimestre do ano anterior. As de não residentes cresceram 0,5%, para 16,7 milhões, ainda 71,9% do total. O INE assinala que a taxa de crescimento das dormidas de residentes voltou a superar a dos não residentes, depois de esta relação se ter invertido no trimestre anterior. Entre os dez principais mercados emissores, o Canadá voltou a registar o maior aumento (+7,2%) e a França o maior decréscimo (-7,2%), mantendo a trajetória de queda que dura desde o 3.º trimestre de 2024. Estados Unidos (+4,9%) e Alemanha (+2,5%) ficaram acima do conjunto dos mercados externos; o Reino Unido ficou-se por +0,3%.
% · 2.º trimestre de 2026, variação homóloga
Alentejo e Norte à frente pelo segundo trimestre
% · 2.º trimestre de 2026, variação homóloga
O Alentejo (+5,4%) e o Norte (+5,0%) somaram as maiores subidas de dormidas. Em sentido contrário, o Oeste e Vale do Tejo (-4,0%) e o Centro (-3,9%) registaram os maiores decréscimos. No Algarve, os três principais mercados concentraram 50,5% do total de dormidas da região, uma concentração que amplifica qualquer travagem de um só mercado emissor.
Preço a subir, ocupação a ceder
Portugal, estabelecimentos de alojamento turístico.
130,2 EUR
+2,4%homólogo
81,6 EUR
+0,8%homólogo
2140,0 M EUR
+5,2%homólogo
valor derivado dos acumulados do INE
1636,6 M EUR
+4,5%homólogo
valor derivado dos acumulados do INE
O ADR atingiu 130,2 euros (+2,4%) e o RevPAR 81,6 euros (+0,8%). Os proveitos totais somaram 2140,0 milhões de euros (+5,2%) e os de aposento 1636,6 milhões (+4,5%), abaixo do ritmo do início do ano. O INE não publica taxas de ocupação trimestrais; nas divulgações mensais, a taxa líquida de ocupação-cama esteve abaixo do ano anterior nos três meses do trimestre. A receita cresceu por preço, não por volume nem por mais camas ocupadas.
O mercado interno voltou a puxar
Facto
Proveitos totais +5,2%, dormidas +1,2%, ADR +2,4% e RevPAR +0,8%.
Interpretação
O RevPAR é o indicador que junta preço e ocupação, e foi o que menos subiu. A subida das tarifas está a ser paga com noites vendidas, e o aumento dos proveitos não corresponde a uma utilização maior dos ativos. Por segmentos, o alojamento local perdeu 1,2% das dormidas enquanto a hotelaria somou 1,6%.
Implicação
Para quem detém ou financia ativos, o sinal é para testar o ponto de rutura do preço. Um segundo trimestre com o RevPAR a subir menos do que o ADR indica que a procura já não absorve aumentos sem custo em ocupação. Os ativos dependentes do mercado francês, do Centro e do Oeste e Vale do Tejo merecem leitura própria, e a exposição ao alojamento local deve ser avaliada à parte da hotelaria.
Três sinais a acompanhar no 3.º trimestre de 2026
INE, Atividade Turística, 2.º trimestre de 2026, divulgada em 14 de agosto de 2026.
Dados provisórios
Níveis e variações homólogas da divulgação trimestral do INE de 14 de agosto de 2026. Os proveitos totais do trimestre foram obtidos por diferença entre os acumulados publicados pelo INE em 31 de julho de 2026 e em 30 de abril de 2026, uma vez que a divulgação trimestral de 14 de agosto de 2026 imprime apenas um valor arredondado em mil milhões de euros. Os proveitos de aposento do trimestre foram obtidos por diferença entre os acumulados publicados pelo INE em 31 de julho de 2026 e em 30 de abril de 2026, uma vez que a divulgação trimestral de 14 de agosto de 2026 imprime apenas um valor arredondado em mil milhões de euros. O INE não publica taxas de ocupação trimestrais.