HÓSPEDES
3,4 M
+2,5%homólogo
Market Brief · MONTHLY BRIEF
Tourism & Hospitality Brief
Portugal, setembro de 2026: dormidas +2,0% e proveitos totais +6,1% em termos homólogos.
Mensal · Publicado a · Dados provisórios · Paulo Braga, Hospitality Real Estate Advisor
Idioma PT
Setembro trouxe mais dormidas e menor ocupação
O INE assinala o maior crescimento das dormidas dos últimos 4 meses. As dormidas aumentaram +2,0%. O destaque não identifica efeitos de calendário para este período.
Os proveitos totais atingiram 890,2 M EUR. Os proveitos de aposento chegaram a 696,6 M EUR. O RevPAR situou-se em 102,0 EUR. O ADR atingiu 147,3 EUR. A taxa líquida de ocupação-cama ficou em 56,5%, com variação de -0,3 p.p.
Para proprietários e operadores, a prioridade é testar a sustentação da tarifa ao nível do ativo. Mais dormidas no país não garantem maior ocupação em cada hotel. O orçamento deve distinguir procura, tarifa e composição dos clientes.
Conclusão executiva
O crescimento dos proveitos conviveu com menor utilização da capacidade, apoiado na subida do ADR.
Mais receita sem maior ocupação
3,4 M
+2,5%homólogo
8,7 M
+2,0%homólogo
890,2 M EUR
+6,1%homólogo
696,6 M EUR
+6,0%homólogo
102,0 EUR
+2,8%homólogo
56,5%
-0,3 p.p.homólogo
Leitura: os proveitos totais cresceram +6,1%, acima das dormidas. A menor ocupação torna a sustentação do ADR decisiva para o rendimento.
Residentes aceleraram; mercados externos divergiram
2,5 M
+3,1%homólogo
6,2 M
+1,6%homólogo
As dormidas de residentes aumentaram +3,1%. As de não residentes avançaram +1,6%. A procura interna acelerou face a agosto, enquanto a externa abrandou.
A Polónia destacou-se com +11,0%. Os Estados Unidos registaram +5,7%. O Reino Unido avançou +3,0%. A Alemanha apresentou -2,9%. França registou -5,5%, a maior quebra entre os principais mercados. A exposição comercial de cada hotel condiciona a leitura deste contraste.
% · Setembro de 2026, variação homóloga
Norte liderou num mapa de ritmos distintos
% · Setembro de 2026, variação homóloga
O Norte registou +6,6% nas dormidas. Centro e Grande Lisboa apresentaram +2,8%. O Algarve avançou +0,6%, com uma expansão mais limitada.
O Oeste e Vale do Tejo registou -2,0%. Os Açores apresentaram -1,6%. O Alentejo ficou em -0,8%. Estas diferenças aconselham pressupostos de procura específicos por localização.
Tarifa apoiou o rendimento com ocupação em recuo
Portugal, estabelecimentos de alojamento turístico.
147,3 EUR
+3,3%homólogo
102,0 EUR
+2,8%homólogo
56,5%
-0,3 p.p.homólogo
69,3%
-0,4 p.p.homólogo
890,2 M EUR
+6,1%homólogo
696,6 M EUR
+6,0%homólogo
O ADR aumentou +3,3%. O RevPAR cresceu +2,8%. A taxa líquida de ocupação-quarto situou-se em 69,3%, com variação de -0,4 p.p. O aumento da tarifa média sustentou o rendimento, sem melhoria na utilização dos quartos.
Os proveitos de aposento cresceram +6,0%. A expansão das dormidas contribuiu para o volume, mas não elevou a ocupação. Estes dados não isolam o contributo da capacidade nem distinguem aumentos de tarifa de alterações na composição da oferta e dos clientes.
Testar a tarifa antes de projetar receita
Facto
O RevPAR cresceu +2,8%, com o ADR a subir +3,3% e a ocupação-quarto a variar -0,4 p.p.
Interpretação
O padrão sustenta uma leitura de rendimento apoiado na tarifa média. Não demonstra poder de preço uniforme entre hotéis, nem permite concluir que a margem operacional melhorou.
Implicação
Proprietários e financiadores devem testar a receita por segmento e canal, confrontando tarifa, ocupação e custos de distribuição. A avaliação do ativo deve incorporar a sua exposição aos mercados em queda.
Em outubro de 2026, acompanhar estes três sinais:
INE, Atividade Turística - Estatísticas Rápidas, setembro de 2026, divulgadas em 30 de outubro de 2026.
Dados provisórios
Níveis e variações homólogas da estatística rápida do INE de 30 de outubro de 2026; sem divulgação posterior que as reveja.